21 de março: Dia Internacional da Síndrome de Down

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Luiz Henrique, o Lulu, é famoso no Instagram da sua mãe, Rafaela, @meuladomaterno

O objetivo do dia é celebrar a vida das pessoas com síndrome de Down e disseminar informações para promover a inclusão de todos na sociedade

O Dia Internacional da Síndrome de Down foi criado pela Down Syndrome International e é comemorado desde 2006. A data escolhida foi 21 de março para representar a singularidade da triplicação do cromossomo 21, que causa esta ocorrência genética. A comemoração da data é importante para dar voz e visibilidade às pessoas que nasceram com a trissomia e para defender o seu direito à inclusão em todas as esferas da sociedade, em igualdade de condições com os demais.

A síndrome de Down ou trissomia 21 é uma ocorrência genética natural e universal, presente em todas as etnias e classes sociais. No Brasil estima-se que haja mais de 200 mil pessoas com a síndrome. Não é correto dizer que uma pessoa é portadora, sofre de, é vítima de, padece ou é acometida por síndrome de Down. O correto é dizer que a pessoa tem ou nasceu com síndrome de Down.

INCLUSÃO NO TRABALHO E NOS ESTUDOS

Pessoas com síndrome de Down têm rompido muitas barreiras e apresentado grandes avanços. Em todo o mundo, e também no Brasil, há pessoas com síndrome de Down estudando, trabalhando, vivendo sozinhas, se casando e chegando à universidade. 

Todo aluno com síndrome de Down ou qualquer outra deficiência tem direito ao acesso, permanência, aprendizado e conclusão em escolas comuns, tanto públicas como particulares. Além de ser um direito, pesquisas comprovam que a educação inclusiva é melhor para os estudantes com deficiência assim como toda a comunidade escolar.

O Brasil tem aumentado incrivelmente o número de alunos com deficiência matriculados no ensino regular: Se considerarmos somente as escolas públicas, o percentual de inclusão sobe para 93% em classes comuns, de acordo com dados do Censo Escolar de 2015. Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que escolas e cursos privados não podem negar matrícula nem cobrar taxas extras de alunos com síndrome de Down. Também tem direito a adaptação em provas e concursos como vestibulares e no ENEM. Mais de 50 pessoas com síndrome de Down já passaram pela universidade no Brasil.

As pessoas com deficiência também têm direito a quotas de trabalho em empresas e reserva de vaga em concursos públicos. Uma pesquisa da consultoria Mackinsey demonstrou que, contratar pessoas com síndrome de Down faz bem à saúde da empresa. Desde 2012 o Brasil é um dos países patrocinadores de uma conferência anual na sede da ONU, em Nova York, pelo Dia Internacional da Síndrome de Down. O tema deste ano são as contribuições que os funcionários com trissomia 21 trazem para o ambiente de trabalho.

Luiz Henrique faz sucesso na web com o Instagram @meuladomaterno, criado por sua mãe. Eles já tem mais 70 mil seguidores

ACESSO À SAÚDE

O acesso à saúde é determinante na vida das pessoas com trissomia 21, mas, infelizmente, nem todas conseguem o tratamento adequado ou no tempo certo. Muitas delas, precisam passar por cirurgias desde que nascem e apesar de, por lei, terem direito à prioridade de tratamento, é comum a falta de atendimento, mesmo com decisão judicial a seu favor.

Para ajudar as mamães e papais, o Movimento Down elaborou uma cartilha sobre as questões de saúde que podem ocorrer com mais frequência nas crianças com síndrome de Down. Conseguir diagnosticá-las de forma rápida e eficiente e buscar os tratamentos adequados são medidas essenciais para que elas possam desfrutar de uma vida plena e saudável.  Para ler a cartilha, acesse o link: http://www.movimentodown.org.br/saude/cartilhas-de-saude/

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Colaboração: www.movimentodown.org.br

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