Agosto Dourado: ainda é tempo de falar sobre amamentação!

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O mês foi escolhido para a realização de campanhas a favor do aleitamento materno. Mas, a amamentação tem tamanha importância para salvar vidas que o assunto deveria ser pauta o ano todo

Desde 1992, a Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM) é comemorada na primeira se­mana de agosto e, em abril de 2017, o Congresso Nacional sancionou a lei nº 13.435, instituindo esse mês como “Agosto Dourado”, o mês do aleitamento materno. Este ano a campanha tem como tema “Aleitamento materno: a base da vida” e tem como objetivo relembrar a importância vital da amamentação, que pode salvar vidas. O leite materno é um alimento comple­to, por isso, o Ministério da Saúde (MS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) re­comendam a amamentação exclusiva até os seis meses (o bebê não precisa de nenhum outro alimento, como chá, suco, água ou ou­tro leite) e complementar até os dois anos.

O leite materno proporciona uma melhor saúde física, mental e emocional das crian­ças, além de reduzir em 13% a mortalidade por causas evitáveis em menores de cinco anos. Ele funciona como uma vacina, pois é rico em anticorpos, protegendo a criança de muitas doenças como diarreia, infecções respiratórias, alergias, hipertensão, coles­terol alto, diabetes e obesidade. Quanto mais tempo as crianças são amamentadas, mais elas adquirem resistência às doenças. Segundo a OMS e a UNICEF, cerca de seis milhões de crianças são salvas a cada ano com o aumento de taxas da amamentação exclusiva até o sexto mês de vida.

A mulher que amamenta também tem benefícios à saúde, como a perda do peso ganho na gestação e a recuperação do tama­nho normal do útero mais rapidamente, diminuição do risco de hemorragia e anemia, redução do risco de diabetes e de desenvolver câncer de mama e de ovário.

Dicas para não desistir da amamentação

A amamentação nem sempre é fácil e as dificuldades fazem muitas mães desistir. Durante o pré-natal a mãe já deve preparar as mamas para este momento com o auxílio do obstetra. O posicionamento correto do bebê é fundamental e deve ser orientado pela equipe de enfermagem na maternida­de.

A mãe deve pedir ajuda e sair do hospital se sentido segura para o ato. Também não é preciso ter insegurança quanto a quanti­dade de leite ser suficiente, pois é normal que o bebê mame de oito a 12 vezes ao dia. Ele deve mamar até que fique satisfeito e a segunda mama só deve ser oferecida após esvaziar a primeira, se o bebê ainda quiser mamar. Isso porque, o leite do início da ma­mada tem mais água e mata sua sede, já o do fim da mamada tem mais gordura e por isso mata a fome e faz com que o bebê ganhe mais peso. No acompanhamento mensal com o pediatra, é possível saber se o bebê está ganhando o peso correto. É importante não desistir da amamentação e contar com o apoio dos familiares é fundamental nesse momento tão importante.

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