Brasil assina acordo para reduzir açúcar de industrializados

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Foto: Agência Saúde/ MS

O país foi um dos primeiros do mundo a fazer esse tipo de acordo com a indústria, visando uma alimentação mais saudável e a melhora na saúde da população

O ministro da Saúde, Gilberto Occhi e os presidentes de associações do setor produtivo de alimentos assinaram um acordo que tem como meta reduzir, até 2022, 144 mil toneladas de açúcar de produtos industrializados, como bolos e misturas para bolos, produtos lácteos, achocolatados, bebidas açucaradas e biscoitos recheados.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), os brasileiros consomem 50% a mais de açúcar do que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso significa que, por dia, cada brasileiro, consome em média 18 colheres de chá do produto (o que corresponde a 80g de açúcar/dia), quando o recomendado seria até 12. Desse total, 64% corresponde à açúcares adicionados, aquela colherzinha a mais que você coloca nos alimentos. O restante do consumo é o açúcar presente nos alimentos industrializados.

O alto consumo de açúcar já impacta no aumento de doenças crônicas não-transmissíveis. Na última década, o diabetes cresceu 54% nos homens e 28,5% nas mulheres. Outra doença que tem crescido entre os brasileiros, e que está relacionada com o alto consumo de açúcar, é a obesidade. A condição clínica subiu mais de 60% de acordo com o MS.

Esses números alarmantes foram significativos para a tomada de atitude do MS. Com o acordo, o Brasil se destaca como um dos primeiros países do mundo a buscar a diminuição do açúcar nos alimentos industrializados.

O acordo segue o mesmo parâmetro do que foi feito para a redução do sódio, que retirou mais de 17 mil toneladas de sódio dos alimentos processados em quatro anos e o monitoramento da redução será feito a cada dois anos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sendo a primeira análise no final de 2020. ]

Fazem parte do acordo a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA), a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas (ABIR), a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães e Bolos Industrializados (ABIMAPI) e a Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos).

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