Estrabismo: conheça mais sobre esse distúrbio

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Foto: Freepik

Oftalmologista explica as causas mais comuns e os principais tratamentos para quem sofre da perda de alinhamento dos olhos

O estrabismo pode estar presente já no início da vida de uma pessoa ou
surgir posteriormente. Trata-se de um distúrbio que causa a perda no
alinhamento dos olhos e que pode afetar um olho ou ambos. Segundo a Dra. Renata
Bastos Alves, oftalmologista e coordenadora
do setor de oftalmologia do Hospital América de Mauá, as causas mais
comuns são de origem genética, mas a doença também pode surgir por
traumatismos, alterações vasculares cerebrais, doenças da tireoide e doenças
neurológicas. “Existem quatro tipos de estrabismos quanto à orientação do
desvio: Convergentes (para dentro), divergentes (para fora), verticais (para
cima ou para baixo) ou torcionais (geralmente com inclinação da cabeça)”,
explica a médica.

Ele pode ser assintomático ou o paciente queixar-se de visão dupla. Em
qualquer caso em que se perceba a perda do alinhamento ocular, é necessária a
avaliação de um oftalmologista para o diagnóstico adequado. “Nas crianças
pequenas, o olho desviado tende a não desenvolver a visão adequadamente, o que
é chamado ambliopia (“olho preguiçoso”). Além disso, pode haver visão dupla,
torcicolos (na tentativa de alinhar os olhos), além da questão estética”,
esclarece a especialista.

O TRATAMENTO

O tratamento do estrabismo começa pelas correções que provocam o distúrbio. Quanto antes a avalição e o diagnóstico, melhores e mais rápidos são os resultados. “Dependendo da causa, pode variar desde o uso de óculos, até tratamento oclusivo (“tampão”), tratamento da doença de base, quando necessário, associado ou não à cirurgia”, ressalta Alves.

A cirurgia é indicada principalmente
se o desvio é estável, e persiste mesmo após o uso de óculos ou controle da
doença de base (diabetes, hipertireoidismo). Nos casos congênitos (presentes ao
nascimento), a cirurgia pode ser indicada a partir dos 10 meses de vida. Antes
da cirurgia, o paciente deve ser avaliado por um médico oftalmologista,
especialista em estrabismo, que indicará procedimento cirúrgico, quando
necessário. “As cirurgias são realizadas após uma criteriosa avaliação
oftalmológica pelo especialista em estrabismo, que, após realizar estudo dos
movimentos oculares, define a melhor técnica para a correção do desvio. Pode
ser necessária a cirurgia em um ou ambos os olhos, associada ou não ao uso de
óculos”, relata a prestadora do Hospital América de Mauá.

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