Fevereiro Roxo: um alerta para a fibromialgia

0
65
Foto: Freepik

Conheça os principais sintomas da doença e procure ajuda o quanto antes para controlar as dores e ter mais qualidade de vida

Sentir dor não é normal e pode ser um sinal de alerta do corpo para alguma doença, como a  fibromialgia. É importante relacionar todo os sintomas que surgem junto das dores no corpo para relatar ao médico e ajudá-lo a identificar a doença. No caso da fibromialgia, ela ataca o sistema muscular, provocando dores difusas pelo corpo que vem junto de fadiga, alterações na qualidade do sono e até depressão. As regiões do pescoço, dorsal e lombar são as mais atingidas, porém todo corpo pode ser acometido, segundo o reumatologista Rubens Bonfiglioli, presidente da Sociedade Paulista de Reumatologia (SPR). As dores fortes e constantes afetam a qualidade de vida do paciente, por isso, é importante procurar ajuda médica o quanto antes para já iniciar o tratamento e ter maiores chances de controle da doença. O diagnóstico da fibromialgia é feito de forma clínica, por exame físico e questionamentos, podendo ser solicitando outros exames para descartar outras doenças de sintomas parecidos.

As causas da fibromialgia ainda não são identificadas, porém, sabe-se que ela tem influência genética, que pode estar relacionada com doenças reumáticas sistêmicas como artrite reumatóide, lúpus, espondilite, entre outras. Ela também é relacionada com doenças psiquiátricas, depressão, ansiedade e síndrome do pânico. “Acredita-se que substâncias conhecidas como endorfinas estão diminuídas no organismo das pessoas com fibromialgia. Essas substâncias são regularmente produzidas em nosso sistema nervoso e sua deficiência pode ocasionar as dores bem como depressão, por isso a relação entre elas”, explica o reumatologista. Porém, há a possibilidade também de, por conta das fortes dores, os pacientes desenvolverem quadros de ansiedade e depressão. O estresse mental e psicológico causado pela doença pode contribuir negativamente na piora e na dificuldade de tratar a fibromialgia. “Um apoio psicológico pode ser importante para aqueles com tendência à depressão ou ansiedade”, indica Bonfiglioli.

A fibromialgia é uma condição mais comum entre as mulheres, sendo identificada entre os 30 e 50 anos, mas de acordo com médico não há uma explicação muito clara para isso, apenas o fato de haver uma maior sensibilidade à dor no sexo feminino. “Mulheres que tem na família casos de fibromialgia tem mais chances de desenvolver a doença. A prevenção está ligada ao risco familiar, aos exercícios físicos orientados e contínuos, além de alimentação saudável e ausência de vícios”, destaca o presidente da SPR. O tratamento pode ser feito com analgésicos, relaxantes musculares e antidepressivos, além de atividades físicas aeróbicas, acupuntura, terapias alternativas de combate a dor, fisioterapia e massagens.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here