Samsung estreia série sobre os desafios femininos na tecnologia

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Preconceito, discriminação, machismo, entre outros motivos têm afastado as mulheres no mercado da tecnologia nos últimos anos

Para ajudar a mudar esse cenário que têm excluído as mulheres do mundo da tecnologia, a Samsung acabou de anunciar a série documental “Tech Girls”, que relatará os desafios das mulheres nesse universo, que será transmitida em seu Canal do YouTube dia 23 de abril.

Serão mostradas histórias reais e inspiradoras sobre sete mulheres nas áreas de Games, Ciências e Empreendedorismo. O documentário será dividido em 3 capítulos: 1º episódio: “Cientistas Brilhantes”, com mulheres de destaque no cenário brasileiro; 2º episódio: “Garotas Gamers”, trará depoimentos de três jogadoras que sofreram assédio durante partidas online; e 3º episódio: “Mulheres Empreendedoras”, contará o caso de duas mulheres que lutaram para provar seus potenciais.

PANORAMA DAS MULHERES NO SETOR TECNOLÓGICO

Ainda que tenhamos a oportunidade de ver mais mulheres à frente de grandes empresas e trazendo perspectivas e estilos de liderança diferentes, mesmo que ainda longe do ideal, quando olhamos para o universo de tecnologia, a representatividade feminina ainda se revela bastante tímida. E para quem não sabe, as mulheres foram as primeiras a se destacarem em diversas áreas da tecnologia. Luciana Carvalho, Diretora de Gente da Movile, empresa de marketplaces móveis, se lembra da primeira turma de Computação do IME (Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo). “Surpreende-me que 70% dos alunos eram mulheres. Na época, a computação era um desdobramento do curso de matemática, que tradicionalmente já era mais frequentado por mulheres”, relata.

Mas o que mudou de lá para cá? Para a executiva, a disseminação global transformou a tecnologia em uma questão cultural que passou a ser influenciada ainda na infância, época em que as meninas começam a ser desestimuladas a seguir carreiras técnicas. “Segundo o livro Unlocking the Clubhouse: Women in Computing (‘Entrando no Clubinho: Mulheres na Computação’), da pesquisadora Jane Margolis, metade das famílias americanas decide colocar o computador no quarto do filho homem, gerando uma associação precoce que acompanhará as crianças até a fase adulta. Nas próprias escolas é possível perceber essa mesma falta de estímulo à aproximação da tecnologia, bem como o próprio reconhecimento das habilidades matemáticas nas meninas, que, inevitavelmente, passam a preferir outros tipos de carreiras”, explica Luciana.

Mesmo quando as mulheres decidem ingressar na faculdade em cursos nas áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática, apenas 26% delas seguem carreiras efetivamente na área, contra 40% dos homens (STEM). Isso significa que, a maioria das mulheres qualificadas desiste de trabalhar nessas áreas, mesmo após estarem formadas e com conhecimento adquirido. Outro fator é o ambiente de trabalho bastante desfavorável, com pouca diversidade e um excessivo comportamento machista e competitivo entre os colegas, o que desestimula a permanência das mulheres que optam por carreiras técnicas na área de tecnologia a ficarem nas empresas. Segundo Luciana, nos Estados Unidos, as programadoras de código correspondem a 26%. No Brasil, a situação é ainda pior: apenas 17% dos programadores brasileiros são mulheres. “Isso precisa mudar radicalmente. As empresas de tecnologia precisam compreender a importância de olhar a diversidade como um fator positivo”, enfatiza a profissional. Ela ainda ressalta que times de tecnologia com maior pluralidade tendem a ser mais eficientes e produtivos.

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