Especial Dia das Mães: após maternidade, cresce o número de mulheres empreendedoras

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A difícil recolocação no mercado de trabalho está fazendo aumentar a quantidade mães que viram pequenas empresárias. Conheça algumas histórias de sucesso

Com a difícil recolocação no mercado de trabalho após a maternidade, muitas mães adaptaram a forma de trabalhar e fizeram desse momento de fragilidade diante de um mercado ainda preconceituoso com quem tem filhos, que demite ou não contrata mães, o pontapé inicial para uma mudança na carreira. Dados da consultoria Robert Half revelam que, em 85% das empresas brasileiras, menos da metade das funcionárias retornam à vida profissional após a licença-maternidade. No mesmo caminho, a Rede Mulher Empreendedora divulgou a informação de que, a cada 100 novas empresas criadas no Brasil, 52 são abertas por mulheres e, destas, mais de 50% têm filhos.

Foi o que aconteceu com Karen Abe, 35 anos, que não teve escolha após retornar da licença-maternidade, sendo dispensada da empresa em que trabalhava. Com mais de 10 anos de experiência nas áreas de design e marketing ela decidiu que era a hora de empreender. “Naquele momento, passei a refletir sobre os rumos que gostaria de dar para minha vida profissional e, com o apoio do meu marido, comecei a produzir itens para bebês e crianças como forma de terapia”, conta. Os produtos, como babadores e almofadas de amamentação, por exemplo, eram produzidos de acordo com as necessidades da filha – hoje com três anos – e vendidos na loja virtual Caramelito, por meio do site Elo7. Karen apostou no maior marketplace de produtos criativos e autorais do país, que reúne mais de 90 mil lojistas cadastrados para vender para todo o país e, hoje, sua empresa é sua única fonte de renda.

De acordo com Carlos Curioni, CEO do Elo7, grande parte de quem expõe seus produtos no site são mulheres que investiram em um negócio próprio após o nascimento dos filhos. “Os motivos para criação das lojas são diversos, e vão além da vontade de estar mais perto dos pequenos. A flexibilidade da rotina e o afastamento do trabalho após retorno da licença maternidade são outros elementos que impulsionam a criação de lojas na plataforma”, explica o executivo. O exemplo de Tais Refinetti Martins, 35 anos é de uma mãe que viu a necessidade de ficar mais perto de seu filho. A designer de moda que atuou anos como modelista decidiu, em 2012, investir na Taioca, loja de fantasias criativas e confortáveis e, para ajudar seu negócio a dar certo, apostou nas vendas virtuais por meio do Elo7.

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Uma empresa que ajudas as outras

Os dados do aumento de mães com seu próprio negócio, também serviram de pontapé para  criação da B2Mamy, uma aceleradora que conecta mães empreendedoras ao ecossistema de inovação. Segundo Dani Junco, CEO da B2Mamy, eles são uma rede de mentores que dá orientação e suporte para estruturar ideias ou rever a base de planejamento de uma empresa estabelecida. É nessa fase também que os projetos com mais potencial são selecionados para serem acelerados e posteriormente apresentados a investidores. “Duas mil mães, entre 28 e 45 anos, foram conectadas com a nossa ajuda e tiveram a oportunidade de crescimento de seus empreendimentos, movimentando cerca de R$ 800 mil em negócios”, conta a CEO. No último ano, a empresa impulsionou startups de sucesso no mercado nacional, como a Jobecam, plataforma web de vídeos-currículo, que acelera em até 70% o processo seletivo, a Bailanina, um e-commerce especializado em aluguel e curadoria de vestidos infantis de grandes marcas e o Gourmetzinho, que surge como alternativa de alimentação saudável para bebês, todas criadas por mães que não conseguiram se recolocar no mercado após a maternidade. “Mais do que orientar ideias de negócios, a B2Mamy traz informações essenciais para as mães empreendedoras, dando a elas oportunidades reais de ascensão profissional. Acreditamos que uma mãe pode encontrar um caminho de equilíbrio entre sucesso profissional e participação ativa na educação e criação dos filhos e é para isto que trabalhamos”, afirma Dani.

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