18 de maio é o Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Saiba como perceber sinais dessas violências

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Conheça a campanha da Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social do Paraná e aprenda a identificar se as crianças estão sofrendo qualquer tipo de abuso ou violência

Quando algo está errado, é mais comum que a criança se comunique pelo choro e outros sinais não verbais do que por palavras. No caso de violências, o silêncio é ainda maior, porque, geralmente, o autor é próximo à família. Para enfrentar essa situação, a Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social do Paraná lançou a campanha “Não engula o choro”, que traz duas animações, de aproximadamente um minuto cada, que estão sendo projetadas nas salas de cinema, antes dos filmes, durante todo o mês de maio, amparadas pela lei estadual 18.798/2016, sancionada ano passado pelo então governador do estado do Paraná, Beto Richa. A secretária estadual da Família do Paraná, Fernanda Richa, explica que o silêncio e outros fatores envolvidos na violência contra criança dificultam que a rede de proteção tome ciência da situação e possa intervir de maneira adequada.

Dia 18 de maio é o Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e, por isso, a campanha também está sendo divulgada na internet e em outras mídias, em outdoors, mobiliário urbano e busdoor, com as imagens em ônibus do transporte coletivo.

Perceba os sinais

Conforme dados do Ministério da Saúde, as quatro principais formas de violência contra crianças e adolescentes são a negligência ou abandono; e violências física, psicológica ou moral e sexual. Levantamento das fichas de notificação pelos serviços de saúde, de 2010 a 2014, indicaram 35.479 casos. Desse total, 37,6% refere-se a negligência; 29,4% a violência física; 17,9% a psicológica; e 15,1% a sexual. A negligência responde pela maioria das notificações para crianças até 12 anos e, a partir de então até os 19 anos, é a violência física predomina.

Os sinais que indicam que a criança ou adolescente sofreu alguma violência variam de acordo com a idade e tipo de agressão. Além do choro, outras reações são perceptíveis até o fim da adolescência. Em qualquer idade, é preciso prestar atenção ao aparecimento, sem causa aparente, de irritabilidade constante; olhar indiferente e apatia; distúrbios do sono; dificuldade de socialização e tendência ao isolamento; aumento na incidência de doenças, especialmente de fundo alérgico; e frequentes de afecções de pele.

Também é preciso ficar alerta a manifestações precoces de sexualidade, desconfiança extrema, autoflagelação, baixa autoestima, insegurança e extrema agressividade ou passividade. “São sinais só perceptíveis principalmente por quem convive com a criança ou a vê com frequência, na escola, na igreja e em outro lugar de convívio social”, destaca Alann Bento, presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança do Adolescente (Cedca).

Leandro Meller, superintendente das Políticas de Garantias de Direitos, da Secretaria da Família lembra que o desenvolvimento físico e intelectual da criança está relacionado aos estímulos do ambiente experimentados na infância. “A violência é a violação de direitos, em qualquer idade. E seja qual for o tipo poderá deixar marcas profundas na formação da criança, principalmente nos primeiros anos de vida”. Alann Bento também destaca que as violências não escolhem classe social. “Não é possível afirmar que os abusos físicos, sexuais ou psicológicos ocorrem mais em famílias de baixo poder aquisitivo. Mas, independentemente da condição financeira, o sofrimento é o mesmo, assim como o mal causado ao desenvolvimento saudável da criança e do adolescente”, alerta.

A campanha “Não engula o choro”

A campanha tem a parceria das secretarias estaduais da Saúde, da Educação e da Segurança Pública, que registra e encaminha denúncias de violações de direitos, no Paraná, pelo telefone 181. Já nos demais estados do Brasil, o número de telefone para denunciar esse tipo de crime é o 100. Fernanda Richa explica que um dos objetivos da campanha é reduzir a subnotificação e incentivar a população a denunciar esses crimes, assim como estabelecer diálogo com a criança. “É imprescindível sensibilizar família, professores e todos os agentes da rede de proteção. Somente dessa forma tornaremos visíveis essas situações que comprometem o desenvolvimento de meninos e meninas”, diz a secretária.

As duas animações mostram crianças chorando e passando por situações de perigo até encontrar alguém para contar o problema. Em um dos casos a acolhida é feita pela professora e no outro, pelos pais. “Esses filmes mostram para a criança que ela pode contar com uma pessoa de confiança para ajudá-la, em caso de violência ou em que algo está errado”, afirma Fernanda.

A ação é promovida em parceria com o Cedca, que determinou o uso do recurso do Fundo para Infância e Adolescência (FIA) para esse fim. “Pretendemos alcançar o maior número possível de pessoas, para, com isso, fortalecer a proteção a crianças e adolescentes em todo o estado”, afirmou Alann Bento. Os materiais poderão ser reproduzidos por quem quiser usá-los para divulgar a campanha. Existe espaço para a inserção de marcas de entidades parceiras e também opções com Disque 100, canal de denuncias Nacional. Acesse todas as peças da campanha aqui: www.desenvolvimentosocial.pr.gov.br/naoengulaochoro

Não tenha medo, denuncie!

Dados do disque-denúncia 181 – serviço específico de denúncias do estado do Paraná – informam que, de 2016 para 2017, o número de denúncias de violência contra crianças e adolescentes aumentou 37,6%, saltando de 843 para 1.166. No ano passado, foram denunciados 49 casos de trabalho infantil, 3,61% do total; 64 de fornecimento ou uso de álcool ou outras drogas, 4,71%; 80 de violência psicológica ou moral, 5,89%; 324 de negligência ou abandono, 23,86%; 413 de violência física, 30,41%; e 428 de violência sexual, 31,52%. Os atendentes do telefone 181 encaminham as denúncias, de acordo com o caso e a urgência, para o Conselho Tutelar, a Polícia Militar ou outro órgão da rede de proteção. Por esse serviço, disponível em todo o Estado, o denunciante tem sua identidade preservada.

   

Para os demais estados do Brasil o canal de denúncias é o Disque 100.


Campanha “Não Engula o Choro”
Ficha Técnica:

Agência: Tif Comunicação
Cliente: Cedeca e Governo do Paraná – Secretaria da Família e Desenvolvimento Social
Planejamento: Ilana Stivelberg, Jayne Lange e Paloma Vaz
Direção de Planejamento: Fhabyo Matesick
Criação: Allan Falcone, Rodrigo Duarte, Rafael Coradine e Waldemar Segundo
Direção de criação: Thiago Biazetto
Atendimento: Juliana Warszawiak
Produção: Rafaela Coradin e Claudia Couto.
Mídia: Caroline Tomiello, Guilherme Roveia e Guilherme Augusto
Produção do Filme e Ilustração: Alopra
Produção de Audio: Canja Audio Culture
Aprovação: Fernanda Richa, Deonilson Roldo, Fabiola Maziero, Alann Bento e Silvia Dias da Costa

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