A evolução da educação

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Além de estarem atentos as novas datas de corte para ingresso escolar, pais e responsáveis devem definir prioridades na hora de escolher a melhor instituição para as crianças e o que elas podem aprender além da sala de aula, para seu crescimento pessoal

Final do ano é época em que pais e responsáveis estão matriculando seus filhos na escola pela primeira vez ou, também estão avaliando se a criança que já estuda deve permanecer na mesma instituição. Alguns critérios são importantes para serem avaliados na hora de escolher o colégio ideal para o filho e isso vai depender muito da idade dele e também das expectativas que os pais buscam, mas, é importante ter a consciência de que não existe uma fórmula mágica. “O que deve ou não ter relevância varia de família para família. Cada uma tem suas prioridades e um fator que seja importante para ela não necessariamente é tão essencial para uma outra”, afirma Carla Oliveira, assistente de direção do Colégio Anglo 21. Para ajudar nessa escolha listamos alguns pontos a serem avaliados na escolhada escola do seu filho:

1. Localização
Escolher uma escola perto de casa é bom para o aluno e para os pais, pois, muitos colégios
oferecem cursos extras e atividades fora do horário de aulas. “Isso vai facilitar o cotidiano,
tanto do estudante, que perderá menos tempo no transporte e poderá se dedicar mais
aos estudos, quanto o dos pais na hora de levá-los”, diz Carla. Além disso, quanto mais perto da escola o aluno morar, caso estude no período da manhã, mais tarde poderá acordar, de forma que se sentirá mais disposto ao longo do dia. Essa regra só não vale para os pais que precisam escolher uma instituição perto do trabalho, para que tenham sua rotina de levar e buscar as crianças facilitada. O importante é que o dia a dia de ambos não
seja estressante e sim prazeroso.

2. Proposta pedagógica
É importante que os pais conheçam a proposta pedagógica da escola para ver se está de acordo com aquilo que eles acreditam e que, para eles, é o melhor para seu filho. Cada período da formação conta com uma proposta diferente e, cabe aos pais, pesquisá-las nessa fase. “Atualmente, muitas famílias buscam, por exemplo, um colégio que esteja alinhado com as chamadas competências do século 21, pois estudos apontam que não basta o estudante saber todas as fórmulas e conceitos das disciplinas, mas que saiba aplicar esses conhecimentos na própria vida. Verifique se a instituição está atualizada nesse sentido”, alerta Carla.  Nesse quesito entram as escolas bilíngues, uma tendência educacional que tem crescido, visto que a fluência no idioma inglês é fundamental no mundo globalizado.

3. Ambiente
Os pais devem visitar a escola antes de fazer a matricula e avaliar se os ambientes não oferecem algum perigo à faixa etária do aluno. Esse cuidado é muito importante, principalmente, quando se trata de crianças pequenas. Durante a visita à escola, repare nos espaços reservados para brincadeiras, leitura e as próprias salas de aula. “Vale também levar os filhos para ver se eles se sentem bem naquele lugar. Lembre-se que a criança ou jovem passará boa parte dos seus dias ali, então deve sentir-se confortável”, lembra Carla. É possível também questionar na instituição sobre detalhes mais práticos, como a quantidade de alunos por sala e o corpo docente do colégio.

4. Filosofia
Segundo Carla, é importante que a escola tenha uma filosofia igual ou ao menos parecida com a filosofia de vida dos pais. Pense no tipo de educação que você deseja e se seus valores e crenças são compatíveis com a da escola. Considere também o perfil do seu filho, de forma que os interesses dele sejam respeitados. “Não se esqueça de que será nesse ambiente que seu filho irá crescer, fazer amigos e aprender, ou seja, que será responsável por boa parte da sua construção pessoal e social, além da acadêmica”, finaliza a assistente de direção.

Esteja atento às mudanças
A partir do momento em que homens e mulheres se tornam pais, é preciso estar atento a tudo o que se refere à educação. Todo ano existem mudanças e novidades que podem afetar a faixa etária do seu filho na escola como é o caso da mudança da data de corte na idade mínima para ingressar no Ensino Fundamental (EF) e na Educação Infantil (EI).

A partir de 2019, a criança precisar ter 6 anos completos até 31 de março para ingressar no 1º ano do EF e 4 anos completos até 31 de março para a pré-escola (EI). A determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) é pautada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Antes, cada estado tinha sua data de corte, sendo 30 de junho em São Paulo e agora todos seguirão a mesma data, pondo fim também aos inúmeros processos que o STF recebia questionando o assunto. Mas, a Portaria nº 1.035, de 5 de outubro de 2018, determina que, excepcionalmente, as crianças que, até a data da sua publicação, já se encontravam matriculadas e frequentando instituições educacionais de Educação Infantil (creche ou pré-escola) devem ter a sua progressão assegurada, sem interrupção, mesmo que sua data de nascimento seja posterior ao dia 31 de março. Somente as novas matrículas de crianças, tanto na Educação Infantil quanto no Ensino Fundamental, a partir de 2019, serão realizadas considerando a nova data de corte de 31 de março.

Além da sala da aula
É muito comum ouvir que escola ensina, mas que quem educa são os pais. De fato, é
verdade, mas o papel da escola nos últimos anos tem sido não somente de ensinar as
matérias que estão na base da grade curricular, mas de ir além e preparar os alunos para
o mundo, para usarem seus conhecimentos no dia a dia e ter equilíbrio emocional é fundamental para um futuro de sucesso. Um grande aliado disso é o Kumon, um método individualizado, que ensina as crianças a estudarem de maneira autodidata e adquirirem alta habilidade de aprendizagem em diferentes áreas, como cálculo, leitura e interpretação, em quatro disciplinas: Matemática, Português, Inglês e Japonês.

Seu criador, o professor Toru Kumon, acreditava que o potencial de uma pessoa não tinha limites e que seria um desperdício deixá-lo adormecido ou não expandi-lo ao máximo. Assim, a ideia do Kumon não é trabalhar somente com alunos com dificuldade de aprendizado, mas também com os que apresentam bom desempenho escolar e terão a oportunidade de se desenvolverem ainda mais, desafiando-se e preparando-se para conquistar a aprovação nos vestibulares e outros sonhos. “O Kumon utiliza um material didático exclusivo e não há limitação de idade do aluno, pois ele atende a todas as faixas etárias, da pré-escola até o nível universitário”, explica Cláudia Vargas Coelho, proprietária do Kumon da Vila Gustavo.

Segundo ela, um dos maiores benefícios ao estudar pelo Kumon é a capacidade de aprender por si, de tirar as próprias dúvidas, de ser o verdadeiro agente do próprio aprendizado. “O estudo diário e independente, que respeita o ritmo do aluno, cria nele a sensação de conquista, e com isso sua autoestima se eleva, deixando-o ávido por progredir ainda mais nos estudos até atingir conteúdos não vistos na escola”, relata Cláudia, que hoje tem 269 alunos matriculados na unidade da Zona Norte.

Meditação aliada dos professores
Outra aliada do equilíbrio emocional é a meditação, prática milenar oriental que gera inúmeros benefícios para o corpo e a mente. E se ela faz tão bem para os adultos, por que não incluir esse esporte na rotina das crianças? É o que muitas escolas têm feito através da técnica de meditação chamada mindfulness. De acordo com a especialista na prática, a professora Daniela Degani, treinada pela Mindful Schools, dos Estados Unidos, e que trouxe a técnica para o Brasil, ela ajuda crianças e adolescentes, através da meditação, a melhorar seu equilíbrio emocional, a empatia, a compaixão, a calma e o bem-estar, sendo mais felizes com o mundo.

Com o projeto MindKids, Daniela ensina os professores a usarem o mindfulness em sala de aula através de atividades lúdicas e muito atrativas. “Escolher um momento para propor instantes de quietude, acompanhar a respiração e estar mais presente traz mais concentração e faz com que os alunos encontrem harmonia”, ensina a especialista. Segundo ela, a prática também tem auxiliado os professores a ensinarem os alunos a lidar melhor com situações de tensão cotidianas e ampliar a capacidade de concentração e foco. “Ao desenvolverem a prática, os professores experimentam a redução do estresse e melhoria na organização em sala de aula. Passando o conhecimento em mindfulness para os alunos os educadores conseguem uma resposta positiva em vários aspectos, criando um ambiente mais tranquilo e atrativos”, enfatiza Daniela.

E os estudos já comprovam os efeitos positivos dessa técnica, mundo afora. Uma pesquisa feita pela Mindful School em Oakland na Califórnia com 780 alunos mostrou que 83% dos professores notaram melhora no aumento da capacidade de foco dos alunos, 89% demonstram maior equilíbrio emocional e 79% constataram melhoria na participação dos alunos nas aulas. No Brasil, mais de 500 crianças já tiveram contato com a prática e os resultados foram notórios. “Eles demonstraram melhor entendimento com pais e professores, maior empatia com os coleguinhas e ainda um melhor desempenho nos estudos”, relata Degani. A melhora na atenção, por exemplo, reflete na resolução dos exercícios escolares que exigem concentração. Já o equilíbrio emocional ajuda a diminuir a impulsividade, favorecendo respostas pensadas.

Um estudo feito em maio de 2013 com 400 alunos de cinco escolas de Flanders, na Bélgica com idades em 13 e 20 anos mostrou que a aplicação da meditação mindfulness nas escolas reduziu os sintomas relacionados à depressão em adolescentes e também os protegeu contra o seu desenvolvimento mais tarde. E os benefícios não param por aí. A meditação melhora a qualidade do sono, a imunidade, a memória, o desempenho cognitivo, diminui o estresse e a ansiedade e oferece mais calma às crianças e adolescentes. E se você quiser aprender na prática a aplicar essa técnica de meditação, a professora Daniela ensina o passo a passo na nossa editoria de Esportes desta edição.

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