14 de junho: Dia Mundial do Doador de Sangue

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Saiba a importância dessa ação para salvar vidas. E mais, seu PET também pode ser um doador e ajudar na saúde de outros animais

O Dia Mundial do Doador de Sangue é uma data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para homenagear os doadores e conscientizar as demais pessoas sobre a importância desse ato para salvar vidas, incentivando-as a também virarem doadoras de sangue. Recentemente o Ministério da Saúde alertou todo o país sobre a queda de doação de sangue e o perigo que ela traz. As doações de sangue habitualmente são menores nos períodos de férias escolares e feriados prolongados, o que ocasiona uma redução nos estoques de sangue. Por isso é importante que as doações sejam regulares. “O sangue é insubstituível. Ainda não existe nenhum tipo de medicamento que possa substituir a doação de sangue. E quem precisa, só consegue graças à generosidade de quem doa. O importante é doar regularmente, pois em períodos de férias e seca, a tendência é diminuir os estoques. Vale lembrar que uma doação pode beneficiar até quatro pessoas”, diz o coordenador da área de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Flávio Vormittag.

No Brasil, são feitas cerca de 3,4 milhões de doações de sangue por ano. Dados de 2016 indicam que 1,6% da população brasileira – 16 a cada mil habitantes – doa sangue. Embora o percentual fique dentro dos parâmetros da Organização Mundial de Saúde (OMS) – de pelo menos 1% da população – o Ministério da Saúde tem se esforçado para aumentar a taxa. Em 2017, o Ministério da Saúde investiu R$ 1,2 bilhão na rede de sangue e hemoderivados (Hemorrede). Os recursos foram destinados a estruturação da rede nacional para a modernização das unidades, qualificação dos profissionais e processos de produção da Hemorrede, além do fornecimento de medicamentos de alto custo a pacientes para atenção aos pacientes portadores de doenças hematológicas.

Atualmente, o Brasil possui 32 hemocentros coordenadores e 2.033 serviços de hemoterapia, incluindo hemocentros regionais, núcleos de hemoterapia, unidades de coleta e transfusão, central de triagem laboratorial de doadores e agências transfusionais. A doação de sangue é 100% voluntária e beneficia qualquer pessoa independente de parentesco com o doador.

É importante lembrar que o sangue é essencial para os atendimentos de urgência, realização de cirurgias de grande porte e tratamento de pessoas com doenças crônicas, como a Doença Falciforme e a Talassemia, além de doenças oncológicas variadas que, frequentemente, necessitam de transfusão sanguínea.

No Brasil, pessoas entre 16 e 69 anos podem doar sangue. Para os menores de 18 anos é necessário o consentimento dos responsáveis e, entre 60 e 69 anos, a pessoa só poderá doar se já o tiver feito antes dos 60 anos. Além disso, é preciso pesar, no mínimo, 50 quilos e estar em bom estado de saúde. O candidato deve estar descansado, não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores à doação e não estar de jejum. No dia, é imprescindível levar documento de identidade com foto.

A frequência máxima é de quatro doações anuais para o homem e de três doações anuais para a mulher. O intervalo mínimo deve ser de dois meses para os homens e de três meses para as mulheres.

Seu pet também pode salvar a vida de outros animais

As campanhas de doação de sangue sempre foram voltadas às pessoas, mas você sabia que seu animal também pode colaborar salvando a vida de outros bichinhos? Os donos de animais desconhecem essa causa e possuem receios sobre essa atitude, por isso, conversamos com a nmédica veterinária Carolina Rocha, especialista em comportamento animal e fundadora da Pet Anjo para esclarecer algumas informações e acabar com os receios sobre a doação animal, que é importantíssima para salvar a vida de muitos bichinhos. “Alguns animais necessitam de transfusão de sangue, como em casos de atropelamentos em que há perda de grande volume de sangue, anemias, como as causadas pelas doenças de carrapatos e alterações de coagulação do sangue, comuns em animais com tumores”, explica a profissional.

Além da atitude nobre, os bichinhos doadores possuem vantagens já que por meio do sangue retirado, garantem um diagnóstico completo que avalia a sua saúde. “O animal, além de fazer a doação, acaba ganhando exames que verificam a sua saúde, dentre eles o hemograma, testes para doenças transmitidas por carrapato, leishmaniose e FIV, conhecida popularmente como a Aids felina”, explica a veterinária.

Para fazer a doação, os tutores podem levar seus animais em hospitais veterinários universitários como o da USP, em clinicas veterinárias e no Banco de Sangue Veterinário. O processo de doação é gratuito e dura em torno de 15 minutos. Em cada doação são retirados, em média, 450 ml de sangue nos cães e de 20 a 40 ml de sangue nos gatos. “A ação não traz nenhum risco para o animal e leva esperança da vida para outro animal que precisa dessa transfusão de sangue. É preciso se colocar do outro lado e imaginar que poderia ser o seu pet precisando dessa mão amiga. As pessoas precisam se conscientizar e abandonar o receio da doação, já que os animais doadores não sofrem ou são prejudicados”, explica Carolina.

A médica veterinária lista os critérios para que um animal possa ser um doador de sangue. Veja se o seu pet se encaixa nessa lista e participe dessa campanha!

  • Animais saudáveis com peso mínimo de 27 kg para cães e 4 kg para gatos
  • Idade entre 1 e 8 anos
  • Temperamento calmo
  • Sem doenças infecciosas
  • Vacinado e desparasitado
  • Não fazer uso de medicação
  • Não estar prenha ou no cio
  • Não tomar medicação
  • Não tenha tido carrapatos

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