Saiba como prevenir acidentes com escorpiões e o que fazer em casos de picadas

0
317

Veja quais medidas simples podem ser adotadas para evitar contato com esse animal que surge com mais frequência no verão e onde procurar ajuda

Casos de picadas de escorpiões vem causando alarde da sociedade. O período do verão, de dezembro a março, exige maior cuidado, pois o clima úmido e quente é ideal para o aparecimento destes animais, que se abrigam em esgotos e entulhos. Por isso, é preciso que toda a população tome medidas simples no dia a dia para evitar acidentes e mortes por envenenamento.

O crescimento acelerado dos grandes centros urbanos trouxe animais peçonhentos, como os escorpiões, aranhas e lagartas para esse ambiente, que se adaptaram a sobreviver nesse novo habitat. O Ministério da Saúde (MS) registrou, em 2018, 141,4 mil casos de acidentes com escorpiões em todo o país. Em 2017, foram 125 mil registros de acidentes e em 2016, foram 91,7. Segundo o MS, esses dados ainda serão revisados, portanto estão sujeitos à alteração. Em relação às mortes, foram registrados 115 em 2016 e 88 em 2017, em todo país.

Medidas de precaução
Os escorpiões que habitam o meio urbano se alimentam principalmente de baratas, portanto são comuns também em locais próximos a áreas com acúmulo de lixo. Para evitar a entrada dos escorpiões nas casas e apartamentos, a recomendação do Ministério da Saúde é de usar telas em ralos de chão, pias e tanques, além de vedar as frestas nas paredes e colocar soleiras nas portas. Outra medida é afastar as camas e berços das paredes, e ainda vistoriar as roupas e calçados antes de usá-los.

Nas áreas externas, as principais dicas são manter jardins e quintais livres de entulhos, folhas secas e lixo doméstico. Também é importante manter todo o lixo da residência em sacos plásticos bem fechados para evitar baratas, que servem de alimento e, portanto, atraem os escorpiões. Nas casas que possuem gramado, ele deve ser mantido aparado. Outra recomendação é não colocar a mão em buracos, embaixo de pedras ou em troncos apodrecidos e usar luvas e botas de raspas de couro para realizar atividades que representem certo risco, como manusear entulhos e materiais de construção, e nas atividades de jardinagem.

O Ministério da Saúde não recomenda a utilização de produtos químicos (pesticidas) para o controle de escorpiões. Estes produtos, além de não possuírem, até o momento, eficácia comprovada para o controle do animal em ambiente urbano, podem fazer com que eles deixem seus esconderijos, aumentando a chance de acidentes.

Os grupos considerados mais vulneráveis são os trabalhadores da construção civil, crianças e pessoas que permanecem maiores períodos dentro de casa ou nos arredores e quintais, bem como trabalhadores de madeireiras, transportadoras e distribuidoras de hortifrutigranjeiros, por manusearem objetos e alimentos onde os escorpiões podem estar alojados.

Primeiros sintomas
A grande maioria dos acidentes com escorpiões é leve e o quadro local tem início rápido e duração limitada. Os sintomas iniciais são vermelhidão e inchaço leve na pele por acúmulo de líquido, piloereção (pelos em pé) e sudorese (suor) localizadas, cujo tratamento é sintomático.

As crianças abaixo de sete anos apresentam maior risco de apresentar sintomas longe do local da picada, como vômito e diarreia, principalmente nas picadas por escorpião-amarelo, que podem levar a casos graves e requerem a aplicação do soro em tempo adequado.

Em caso de acidente, como proceder
A recomendação é ir imediatamente ao hospital de referência mais próximo. Em São Paulo é Hospital Vital Brazil (Instituto Butantan), na Avenida Vital Brasil, 1.500, no Butantã. Se possível, levar o animal ou uma foto para identificação da espécie, permitindo assim uma avaliação mais eficaz sobre a gravidade do acidente.

É importante lembrar que não é em todo caso de acidente que o soro será indicado, e apenas o profissional de saúde poderá fazer essa avaliação. O antiveneno é indicado em casos moderados ou graves. Os casos leves, que não necessitam da aplicação do antiveneno, representam cerca de 87% do total de acidentes. Limpar o local da picada com água e sabão pode ser uma medida auxiliar, desde que não atrase a ida ao serviço de saúde.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here