Dia Mundial do Vegetarianismo

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Nutricionista dá dicas para adotar o vegetarianismo de maneira saudável. Se você tem interesse em aderir a esse hábito, conheça seus benefícios

O Dia Mundial do Vegetarianismo – 1 de outubro –  foi criado em 1977 pela Sociedade Vegetariana Norte Americana, com o objetivo de promover informações para ajudar quem tem interesse em aderir a esse hábito de vida que não utiliza a carne no cardápio alimentar, e falar sobre os benefícios da comida vegetariana para as pessoas, os animais e o meio ambiente.

O vegetarianismo é um hábito alimentar que exclui a ingestão de todos os tipos de carne animal. De acordo com pesquisa feita pelo IBOPE Inteligência, em abril deste ano 14% da população brasileira declarou-se vegetariana, enquanto 60% afirmaram interesse em consumir produtos veganos se tiverem o mesmo valor dos itens que já estão habituados a comprar.

Uma das maiores dúvidas de quem quer fazer essa mudança de hábito alimentar é em relação a falta de proteínas que pode acarretar em doenças, como a anemia. “Para os que estão reduzindo ou eliminando todos os tipos de carne animal do cardápio e estão inseguros quanto à alimentação, o melhor caminho é fazer um acompanhamento com um nutricionista, profissional capacitado para avaliar e orientar cada paciente”, explica Cyntia Maureen, nutricionista e consultora da Superbom – empresa alimentícia especializada na fabricação de produtos saudáveis.

Segundo ela, o vegetarianismo, quando adotado de forma saudável, é muito benéfico para a saúde. “Ele reduz o risco de doenças cardiovasculares e outras como obesidade, diabetes, pressão alta e alguns tipos de câncer, doenças associadas diretamente a hábitos alimentares ruins”, ensina. Cyntia Maureen também diz que qualquer pessoa pode adotar o vegetarianismo, desde que as necessidades nutricionais correspondentes a cada faixa etária sejam supridas pelo novo hábito alimentar.

Por isso, vale ressaltar, mais uma vez, a importância do acompanhamento nutricional, já que ao diminuir o consumo de carne animal é necessário substituí-la por alimentos que ofereçam propriedades nutritivas semelhantes, como leguminosas, cereais integrais, soja, quinoa e chia, que podem oferecer os mesmos nutrientes da carne e evitar deficiências, principalmente de ferro, que acarretam em problemas de saúde. “Feijões, ervilhas, lentilhas e verduras de folhas mais escuras são ricos em ferro, por isso é muito importante incluí-las no cardápio vegetariano”, indica Cyntia.

Outra dica da nutricionista para os que buscam a redução do consumo de proteína de origem animal é elaborar a própria refeição, pelo menos uma vez por semana. “Quando preparamos o que vamos consumir passamos a entender melhor o que se adequa ao nosso paladar e a compor um prato com quantidade certa de proteína, carboidrato, vitaminas e sais minerais, facilitando as escolhas alimentares também”, argumenta.

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