Revolução prateada: o aumento da população idosa e o impacto na saúde

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Estudos revelam que o Brasil está envelhecendo acima da média mundial e já tem 30 milhões de idosos. Esses números trazem boas oportunidades ao setor da saúde, desde que esse se adapte para oferecer um atendimento de qualidade à terceira idade

O mundo está envelhecendo, mas o Brasil está com sua população idosa acima da média mundial, segundo um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS). O número de brasileiros com mais de 60 anos superou os 30 milhões em 2017 de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgada em 2018 pelo IBGE. Em 2017 a população com 60 anos ou mais somou 30,2 milhões, um ano antes, eram 29,56 milhões e, em 2012, 25,4 milhões – ou seja, em cinco anos, o país ganhou 4,8 milhões de idosos, um acréscimo de 19%.

O estudo mostra também que as mulheres representam 56% desses idosos, o que equivale a 16,9 milhões, enquanto os homens idosos são 44% do grupo (13,3 milhões). Estudos do IBGE preveem que, em 2031, o número de idosos supere o de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Esse envelhecimento populacional é um fenômeno global e está associado ao aumento da expectativa de vida das pessoas e a redução nos índices de natalidade.

O mercado precisa se adaptar às essas mudanças sociais para atender às demandas dos pacientes dessa faixa etária, que pode trazer grandes oportunidades para sociedade e para empresas que saibam trabalhar da forma correta. O aumento de serviços na área da saúde, principalmente, particulares, é um dos segmentos que estão despontando em prol dessa população. Mas, é importante que as clínicas para terceira idade estejam atentas para oferecer serviços de qualidade, pois ao mesmo tempo em que a expectativa de vida aumentou nos últimos anos, alguns pacientes estão mais exigentes. E como estamos falando de pessoas acima de 60 anos, muitas estão inseridas no meio tecnológico e muito bem informadas. Por outro lado, há os idosos, com idade mais avançada e até debilitados por conta de alguma doença.

É preciso oferecer um atendimento mais humanizado, sem pressa, feito por equipes treinadas, com uma comunicação simples e eficaz, além de ambientes adaptados, com rampas, elevadores, barras de apoio e itens de segurança. Os atendimentos na saúde não devem se limitar ao geriatra. É importante dispor de fisioterapeutas, fonoaudiólogos, ortopedistas, psicólogos e nutricionistas para esse público. Governo e setor privado precisam se adaptar, formar profissionais especializados em terceira idade e adequar seus serviços de saúde para garantir a qualidade de vida dos idosos. Tudo isso previne e diminui complicações de saúde e internações desnecessárias e custosas

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