Setembro Vermelho: cuide bem do seu coração

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As doenças cardiovasculares matam 350 mil brasileiros por ano, porém, esse número poderia sem bem menor com a adoção de medidas preventivas, como hábitos de vida saudáveis, uma boa alimentação e a prática regular de exercícios

Em todo o mundo, cerca de 17,5 milhões de pessoas morrem vítimas de doenças cardiovasculares, a cada ano, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, a média anual chega a 350 mil, o que significa que uma vida é perdida a cada 40 segundos, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

Os números altos são alarmantes, visto que são duas vezes maiores do que todas as mortes decorrentes de câncer. A boa notícia é que, cerca de 80% dessas doenças cardíacas podem ser evitadas com hábitos de vida saudáveis. Por isso, o mês de setembro foi escolhido para a campanha “Setembro Vermelho”, com o intuito de alertar a população sobre esses cuidados e salvar mais vidas.

Os hábitos de vida inadequados influenciam diretamente no surgimento futuro de doenças cardíacas. “A má alimentação, principalmente com o consumo excessivo de carboidrato simples (contidos em alimentos com farinha branca), de gorduras saturadas de origem animal, excesso de sal e ingestão excessiva de bebidas alcoólicas predispõem ao surgimento de doenças como o diabetes, dislipidemia (problemas de colesterol) e hipertensão arterial. Essas condições, a longo prazo são importantes fatores de risco para infarto. O sedentarismo e tabagismo também são hábitos que devem ser abolidos uma vez que aumentam significativamente as taxas de doenças cardiovasculares”, alerta o Dr. Eduardo Moreira dos Santos, médico cardiologista clínico e intervencionista do Hospital América de Mauá.

Além da melhora na alimentação, o cardiologista indica realizar, no mínimo, 30 minutos de atividades físicas aeróbicas (como caminhada, bicicleta ou corrida) cinco vezes por semana para evitar o sedentarismo e melhorar a qualidade de vida e a saúde cardíaca.

Identificando um infarto
O infarto é a principal causa de morte por doença cardíaca e uma das principais causas
de morte em todo o mundo. “Estima-se que em 2030 o Brasil seja um dos campeões
mundiais em número de infarto, por isso, é tão importante que a população aprenda
a identificar os seus sintomas”, alerta Dr. Eduardo.

Segundo o cardiologista, habitualmente ele se manifesta por angina, que é a dor no peito, queimação ou opressão, quepode irradiar para os membros superiores e mandíbula. “Geralmente, o infarto tem início enquanto o paciente se encontra em repouso e tem duração prolongada, maior que 20 minutos”, diz.

Ele alerta, porém, que mulheres, idosos e diabéticos, podem sentir apenas um desconforto torácico inespecífico ou dispneia (sensação de falta de ar) e, em alguns casos, podem sofrer infarto sem apresentar nenhum sintoma. “O rápido reconhecimento dos sintomas pelo paciente deve ser um sinal de alerta para que ele procure um hospital de forma a agilizar o diagnóstico e receber o tratamento adequado”, completa.

Cuide-se!
Quem mantém uma vida saudável e nunca sofreu um evento cardíaco e nem tem histórico familiar de doenças do coração pode passar por avaliação com cardiologista a partir dos 35 anos de idade.
Já aqueles com histórico de doenças cardíacas entre pais e/ou irmãos devem ser avaliados aos 30 anos, segundo o médico. A partir da primeira consulta, o cardiologista determina os exames complementares a serem realizados e a periodicidade das futuras avaliações.

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