Água-viva, bagre e ouriço-do-mar: os perigos mais comuns nas praias brasileiras

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Foto: Freepik

Durante o verão, banhistas devem tomar cuidado para evitar acidentes com animais marinhos. Saiba como se proteger e também como agir em casos de ferimentos

O litoral brasileiro recebe um número maior de banhistas durante o verão, com muitas pessoas e, principalmente, crianças, de férias. Mas, é preciso tomar certos cuidados para evitar possíveis acidentes com alguns perigos que vêm das águas do mar. Somente no litoral gaúcho, já foram registrados mais de 31 mil banhistas com ferimentos provocados por água-viva nos últimos dias. O biólogo João Alberto Paschoa dos Santos, membro do CRBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT e MS), alerta para alguns riscos comuns e como as pessoas devem proceder em cada caso.

– Água Viva: em contato com a pele humana, o animal marinho solta uma toxina que provoca irritação e ardência. Mas, na maioria dos casos, o incômodo é passageiro e não demora muito a passar. E a própria água do mar pode ser usada para amenizar a dor. “Ao contrário do que muitos pensam, a água doce piora ainda mais o problema, pois ajuda a liberar o veneno dos tentáculos em contato com a pele”, diz o biólogo. O problema se torna mais grave só se a pessoa for alérgica;

– Bagre: nos últimos anos, uma onda de incidentes com peixes dessa espécie assustou banhistas, principalmente, no litoral paulista. Para o biólogo muitos casos se deram por falta de atenção das pessoas, visto que o bagre geralmente não ataca humanos. Ele acredita que muitos se feriram ao pisar em animais que já estavam mortos na areia, provavelmente descartados por pescadores. O ferrão do bagre ao entrar na pele também libera um veneno, que provoca uma forte dor. “A pessoa ferida deve ir ao hospital mais próximo para receber os primeiros socorros e não tentar se livrar do animal. Seu ferrão é serrilhado e, ao tentar retirá-lo da pele, pode acabar agravando o ferimento”, alerta João Alberto;

– Ouriço-do-mar: habita principalmente as áreas mais rochosas do litoral, mas também costuma se esconder nas margens do mar sob a areia para se proteger de possíveis predadores. “Se pisado ou tocado, os espinhos venenosos, em contato com a pele, também provocam uma forte dor. Dependendo da espécie, o veneno pode ser mais ou menos potente. E, para algumas pessoas, pode causar náuseas ou até mesmo taquicardia”, diz o biólogo. Por isso, recomenda-se a retirada imediata dos espinhos com o auxílio de uma pinça e também atendimento médico.

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